terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Clássicos da Sessão da Tarde Clássica

Houve uma época antes da TV a cabo, internet e Netflix, no qual a Sessão da Tarde, da Rede Globo era uma das poucas opções de filmes para grande parte dos brasileiros.

Muitos passaram a seguir grandes marcas e séries após assistirem os filmes com poucos cortes na época.

Havia uma liberdade maior, as crianças possuíam uma constituição mais próxima de aço e ferro. Era uma época em que seus heróis eram Jason, Freddy, Michael Myers, Chuck, entre outros. E ninguém saiu por aí se tornando serial killer sobrenatural.

Além de “terror”, era possível assistir Guerra nas Estrelas (Sim! Era traduzido na época), Aliens, e toda Sexta-Feira 13, havia um especial do Jason em várias emissoras.

Como o século passado foi bom em algumas coisas.

A Sessão da Tarde exibiu alguns clássicos de vários gêneros que atualmente por questão do politicamente correto ou censuras idiotas (o que é proibido passar na aberta, a pessoa vai lá e vê em qualquer lugar). E são esses clássicos que iremos indicar ou redescobrir, e começaremos com 

Com seu titulo original Coming to America, e chegando aos cinemas em 29 de junho de 1988.

Eddie Murphy interpreta Akeem Joffer, príncipe do reino fictício de Zamunda. E não aguenta a cruel vida de príncipe com criados fazendo tudo, dar banho, vesti-lo etc. Oh, vida cruel.

Mas a gota d’água é o pai, rei Joffer, interpretado pelo lendário James Earl Jones, marcar seu casamento com uma mulher “treinada” para ser sua rainha desde criança. O uso da palavra treinada não é exagero. Ela foi educada a obedecer cegamente às ordens do futuro rei.

Porém, Akeem é contra a ideia de casar com uma pessoa que não conhece, e que não é capaz de pensar, de decidir qualquer coisa por vontade própria e decide partir atrás de um verdadeiro amor.

Ao seu lado de seu fiel amigo Semmi, interpretado por Arsênio Hall, parte para os Estados Unidos, mas precisamente ao Queens em Nova York, onde fingem serem estudantes de intercâmbio. E logo na chegada, têm todas as malas roubadas em segundos.

Durante o filme vemos as pessoas circulando com as roupas e joias de Akeem naturalmente.

Após chegarem, a dupla tenta encontrar a princesa ideal em uma boate. E temos algumas das candidatas mais “interessantes”, mas que por alguma razão não agrade o príncipe.


Eles recebem conselho do barbeiro que o lugar de se encontrar um amor é na igreja. E é lá que Akeem se apaixona a primeira vista por Lisa (Shari Headly), e onde conhecemos a excelente banda Chocolate Sensual, e o concurso de beleza único.

Para manter o disfarce e se aproximar de Lisa, a dupla consegue emprego na lanchonete McDowell’s. 

Não. Eu não errei, de acordo com Cleo McDowell (John Amos) é um erro comum. 

A fachada as cores são diferentes, e não se usa conservantes nos Big McDowell’s.

É na lanchonente onde Akeem conhece seu rival no coração de Lisa, Darry Jenks (Eriq La Salle), da empresas Soul Glove, spray para cabelos afros, seu comercial é uma das maiores parodiais da história. E sua marca onde os usuários passam são inconfundíveis.


Uma das maiores polêmicas criadas até hoje por algumas pessoas sobre o filme é a África estereotipada apresentada, com zebras e elefantes circulando livremente, danças tribais. Curiosamente ninguém critica um rei ditatorial no comando de um país aparentemente prospero no continente africano.

Ao mesmo tempo, poucos comentários positivos são feitos a defesa dos direitos das mulheres. A decisão de Akeem ao vir para o continente americano é quebrar a ideia de uma mulher ser praticamente adestrada a servir um homem, praticamente como uma escrava.

Apesar das polêmicas. O filme apresenta algumas das melhores piadas dos cinemas, sem precisar apelar para nada pesado como as comedias estadunidenses recentes.

Esse filme é o primeiro em que Eddie Murphy faz diversos papeis utilizando 
recursos de maquiagem e mascaras. Observe a barbearia.

E é um dos primeiros filmes a apresentar um universo compartilhado. Em uma cena Akeem entrega todo seu dinheiro a uma dupla de moradores de ruas, estes são os irmãos Duke, do filme Trocando as Bolas de 1983, onde Murphy e Dan Aykroid passam por “experimento” dos irmãos em uma aposta.

Vale a pena para quem não viu. E quem já viu com certeza revê sempre que pode.

E já ia esquecendo. Este é o melhor final possível para a matéria.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

OS REBOOTS DA DC, parte 3: CRISE INFINITA.........

E voltamos com um universo coeso e sem furos cronológicos.

Que nada é o Universo DC.

O universo DC é como os X-men do cinema.


Se encontrar coerência será um Louco.rs

Após alguns anos da Zero Hora um certo caos se espalhava pela DC.

E tudo começou quando duas jovens equipes se uniram os Novos Titãs e a Justiça Jovem, combatendo robôs do Super-Homem fora de controle. Em meio ao conflito Donna Troy, a Moça-Maravilha, morre.
Donna é assassinada por um robô Super-Homem, automato usado pelo Super ao se ausentar da Terra.
A morte da Moça-Maravilha era o prenuncio para o evento conhecido por Crise Infinita. A ideia agora era explicar as últimas confusões cronológicas e de quebra trazer de volta o Multiverso, e mais uma centena de coisas da era pré-crise.

A saga também explicaria os furos cronológicos de forma inteligente e racional.

A história dos heróis e do próprio universo foi alterada porque o Superboy Primordial socou a realidade(!)

É sério, Kiko. E a cada quebra da realidade a história se alterava sobre a antiga....


Mas quem era o Superboy Primordial e os demais?
A chegada do Superboy em Crise nas Infinitas Terras


O final de Crise nas Infinitas Terras todos pensaram que o Anti-monitor estava morto, mas ele ressurge e para detê-lo ficaram para trás o Super-Homem da Terra 2 (também chamada de Paralela no Brasil), seu nome Kal-l, basicamente o Super-Homem original, mas velho, tendo lutado inclusive na Segunda Guerra Mundial em sua Terra e casado com sua Lois Lane; Superboy Primordial, vindo da chamada Terra Primordial, era um garoto zuado por ter sido batizado de Clark Kent, e em seu mundo, heróis só existem em quadrinhos, até descobrir que ele tinha poderes e era mesmo uma versão do Super-Homem que tanto li, e mais no dia que descobre todos os poderes tem um encontro com o Super-Homem da Terra 1, em pleno inicio da Crise nas Infinitas Terras, sua terra assim como infinitas foi destruída ao término da Crise. 

Após a derrota do vilão, Alexandre Luthor, filho do Lex Luthor da Terra 3, o único heróis dessa Terra, onde existe uma versão da Liga da Justiça chamada Sindicato do Crime, e todos são super-vilões, também havia sobrevivido e salvado a Lois Lane da Terra 2. O quarteto havia sumido em um portal até este momento.

Parece que o paraíso onde o grupo se encontrava enlouqueceu aos poucos Alex Luthor, que passou a acreditar que em nenhuma Terra um Luthor e um Super-Homem poderiam ser amigos, e traça um plano para recriar o multiverso. 


Manipulando para isso tanto o Super-Homem da Terra 2, quando o Superboy Primordial, que vai se tornado cada vez mais obcecado em obter sua terra de novo.

Alex se disfarça de Lex Luthor e manipula os vilões formando um grupo conhecido com Sociedade Secreta, além de estar disfaçardo em vários setores.

Os vilões organizados atacam cruelmente os heróis e vão obtendo diversas vitórias.

Paralelamente, Max Lord, responsável pela formação da Liga da Justiça Internacional (a Liga Cômica), assume o controle da Força-Tarefa X e sobre o Projeto Omac. Descobrimos que Lord havia sabotado a LJI (Quem é a LJI? Vai no link) por anos para deixá-los fora de ação enquanto seus planos de livrar a Terra dos superseres, principalmente dos heróis super poderosos era posto em pratica.

O único que percebe algo errado é Ted Kord, o Besouro Azul, mas nenhum outro herói o leva a serio em função do histórico com a LJI, apenas seu velho amigo o Gladiador Dourado, o auxilia na investigação.
Nem o Batman havia percebido a grande conspiração de Max.

Besouro descobre todos os planos de Max e acaba morto com um tiro na cabeça pelo vilão.

Gladiador encontra o corpo do amigo e o leva a batcaverna, cobrando do Batman a morte do amigo. Neste momento, Bruce diz que o Besouro era um investigador melhor que ele.

O grande problema é que alguns instantes antes da Crise a Trindade (Batman, Mulher-Maravilha e Super-Homem) estavam separados e vivendo crises particulares:

- Batman havia descoberto que por anos uma facção da Liga da Justiça apagou memória de vilões alterou suas personalidades (em Crise de Identidade – clique aqui no link para saber mais), e quando o herói descobriu decidiram fazer o mesmo com ele. Ao descobrir a verdade, Bruce cria o satélite com IA chamada Irmão Olho, para vigiar cada superser da Terra, e prepará-lo para detê-los caso fujam do controle;

- A Mulher-Maravilha havia enfrentado problemas entre o mundo dos homens e a Ilha Paraiso. Após, ao descobrirem a traição de Max Lord, e tentar prendê-lo com o restante da Trindade, é obrigada a enfrentar o Super-Homem controlado pelos poderes mentais de Lord e com ordens de matar o Batman. A única saída encontrada foi quebrar o pescoço de Max, mas as imagens gravadas foram distribuídas para as impresas globais, que sem saber o contexto começam a acusá-la de assassinato.
Assassina?
- Super-Homem estava se cobrando cada vez mais não se tornar um deus e controlar a evolução da humanidade, decidindo se ausentar cada vez mais, e deixando de inspirar o melhor dos homens acaba se tornando cada vez mais inseguro e omisso.
Batman sendo Batman!!!
É nesse contexto que explode a Crise Infinita. Alex Luthor manipulou Super-Homem da Terra 2, dando a entender que a única Terra restante da Crise original deveria ser substituída pela Terra 2, pois os heróis e as pessoas da Terra eram inferiores e violentos, auto destrutivos e estavam jogando no lixo o presente de estarem vivos.
Kal-L, o Super-Homem da antiga Terra 2, versus Kal-El, o Super-Homem da Terra única.

Porém, é o Super Boy Primordial que entra em um surto psicótico emo, achando que nenhum daqueles heróis era grande o suficiente, e que o Super Boy, Conner Kent clone do Super-Homem e de Lex Luthor, era uma aberração que não merecia o titulo.

Na realidade Alex queria recriar o multiverso para selecionar as melhores terras fundi-las para criar uma terra perfeita.

Ele até consegue recriar momentaneamente um multiverso que crescia e multiplicava-se graças as suas máquinas.
O novo Multiverso se multiplicando infinitamente.

Mas a interferência de Asa Noturna, Super Boy (Conner Kent) e Moça-Maravilha (Cassandra Sandsmark) causou uma exploração que recriou tudo, um novo multiverso e uma nova Terra principal. 

Agora o Multiverso era composto “apenas” de 52 novos universos. O passado da Terra principal ou 0 foi alterado (de novo).

Mas este ainda não era o fim.

Com a derrota de Alex Luthor, Super Boy Primordial surta por não ter encontrado sua Terra entre as 52, e decide explodir o planeta OA atravessando-o em supervelocidade, por estar no centro do universo a explosão do planeta criaria um novo Big Bang, no qual ele sobreviveria e alteraria sua historia tornando-se o único herói e o “verdadeiro” Super-Homem.

Tentando detê-lo centenas de membros da Tropa dos Lanternas Verdes são mortos.

O garoto só é detido pelo trabalho conjunto do Super-Homem e do Super-Homem da Terra 2, que o agarram e o levam para os destroços de Krypton. Primordial ainda ri, pois sendo de outro universo a kryptonita não o afetaria, até perceber que foi levado até lá pelo sol vermelho que retira seus poderes.

Mesmo assim, ele ainda espanca quase até a morte Kal-l, sendo detido pelo ultimo esforço de Kal-el.

O Super-Homem da Terra 2 morre, e o Super da Terra perde os poderes temporariamente.

Primordial é preso pelos Guardiões do Universo dentro de um sol vermelho e vigiado por 52 Lanternas Verdes 24 horas por dia. Transtornado ele escreve no peito com a própria unha o símbolo do Super-Homem tramando um dia ter sua vingança.

Finalmente acabariam os reboots e teríamos uma DC com universo coeso e ... 

Ta bom é a DC.

Na próxima quarta: FLASHPOINT, NOVOS 52 e CONVERGÊNCIA.






segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

HQ em foco:


Quando eu era criança e tateava a leitura o interesse surgia aos poucos, e antes de Marvel, DC, José de Alencar, Guimarães Rosa, Tolkien ou Clive Staples Lewis, havia Mauricio de Souza e suas criações.


Foi a partir da Turma da Mônica que meu mundo de leitura começou a se abrir, sempre agradecerei a Maurício de Souza e seus colaboradores por anos de diversão.

Entre os personagens, além de Mônica e sua trupe, outros três me chamavam a atenção: 
Horácio
, 

Penadinho

e Astronauta
.

Este último, em suas aventuras espaciais que mesclavam humor e ficção acordou meu lado nerd com certeza.

Mas o que me chamava a atenção era na realidade algo mais simples. Saber que o Astronauta era um brasileiro, abordo de uma nave brasileira. Percebia pela primeira vez que os heróis não precisavam ser estadunidenses ou japoneses, que nós brasileiros poderíamos alcançar os mesmos patamares. Apesar do brasileiro acreditar pouco em si mesmo.

A mesma sensação foi sentida ao ler esse novo número (na época) da Graphic MSP focando em Astronauta sob a visão de Danilo Beyruth.

Danilo desenvolve o personagem em momentos que exploram suas origens simples do interior do Brasil, seu senso aventureiro com ares de herói experiente, quase invencível por já ter passado praticamente por todas as situações possíveis, e o último arco.

Trazendo um pouco do Náufrago de Tom Hanks, e outras homenagens a boas histórias de sobrevivência e ficção dos últimos tempos.


Temos pura sobrevivência, mergulhado no melhor da ficção aventuresca, vivenciamos momentos sufocantes de solidão e reflexão do personagem, que também nos faz refletir sobre o que é verdadeiramente importante, ou o quanto verdadeiramente queremos estar sozinhos ou suportamos a distancia de todos que amamos por trabalho, mesmo que este seja uma grande aventura.
Lembram da icônica nave?

Não é possível contar mais sem entregar spoilers que apenas tirariam o prazer da leitura. 

Mas prestem atenção aos detalhes e reflita sobre sua vida nesta leitura totalmente imersiva, que em plena época de óculos de realidade virtual, é obtida com desenho e papel, e claro sua imaginação.


Boa Leitura. Tenho certeza que terá!!!







segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Verde que te queria verde - do Lanterna a Tropa dos Lanternas Verdes

Os Lanternas Verdes podem ser tornar destaques na criação do Universo DC nos cinemas, apesar da vergonha do primeiro filme. 


Sua vasta mitologia poder ser abordada como aventura, ficção, ação, clima policial etc.

Entretanto, antes da Tropa dos Lanternas Verdes e de Hal Jordan, havia um outro Lanterna Verde, havia Alan Scott.
E você acha os uniformes de hoje estranhos?

O primeiro herói chamado de Lanterna Verde surgiu em julho de 1940 na revista All-American Comics nº16. Alan era um engenheiro executivo que encontra durante uma viagem de trem uma velha lanterna verde sinalizadora, pouco antes de uma sabotagem provocar um descarrilamento e matar todos a bordo. Protegido por uma luz verde, ele foi contatado pela energia que lhe avisou de sua missão como Lanterna Verde e o orientou na confecção de um anel.

O chamado Lanterna Verde original foi membro fundador da primeira equipe de heróis dos quadrinhos a Sociedade da Justiça da América. 


Na cronologia pré-Novo 52, sua juventude é explicada pelas décadas preso no limbo enfrentando a ameaça do demônio Surtur, e depois pela energia do seu coração estelar a fonte do seu poder verde.

Seu anel precisava ser recarregado a cada 24 horas e só não funcionava contra nada que fosse de madeira.

Durante os Novos 52, a Terra 2 foi recriada, e em sua nova encarnação Alan Scott se tornou polemico ao ser apresentado como homossexual, e estar em uma viagem romântica com o namorado. A historia continua a mesma um acidente de trem que mata a todos, mas dessa vez o anel que se torna sua arma verde seria a aliança com a qual pediria ao namorado morto em casamento.

Nos anos de 1960, a DC Comics resolveu atualizar seus antigos heróis e revivê-los sob nova roupagem. Nesse momento, a motivação mística do antigo Lanterna é deixada de lado, e a ficção cientifica é abraçada como base para a nova versão do herói.

A origem da Tropa

Tudo começou com os maltusianos, ou um em especial, Krona, um brilhante cientista que ambicionava descobrir ao origem do universo.

Mesmo avisado dos riscos dessa experiência e proibido, Krona a realizou.


Criou uma máquina que abriu uma janela onde observou o inicio do universo, onde uma mão gigante segurava uma espécie de caldo de estrelas. 

Porém, a energia liberada pela mão ao atravessar a janela afetou todo o universo, a energia criou o Multiverso DC e o universo de Anti-matéria de Qward.

A criação deste universo liberou um mal gigantesco sobre o universo e dividiu os maltusianos. Um grupo pensava e combatê-lo, outro em destruir todo o mal.

O grupo a favor da destruição abandonou o planeta Maltus e avançou para outra dimensão, onde assumiram a alcunha de Controladores.

O grupo a favor de combater o mal e proteger os seres do bem assumiram a denominação de Guardiões do Universo.

A primeira tentativa dos Guardiões de proteger o universo foi com a construção de androides batizados de Caçadores Cósmicos.

Programados para caçar o mal, esse caçadores cumpriram sua missão por milênios até o momento em que uma falha na programação os levou a eliminar toda a vida no Setor 666, apenas cinco seres sobreviveram e foram aprisionados pelos Guardiões para que seu erro não fosse público, os sobreviventes se autodenominaram de Cinco Inversões e juraram destruir os criadores dos Caçadores.

Os Guardiões desativaram os Caçadores, e reformaram o poder que os movia, bem como acreditaram que convocar seres vivos seria uma opção mais segura. Concentrando seu poder em uma fonte principal no Planeta OA, criaram uma bateria central e os anéis, iniciando a convocação de seres vivos.

Como os Lanternas chegam a Terra:

O Lanterna Verde responsável pelo Setor espacial 2814, onde a Terra está localizada, era o  respeitado ugariano Abin Sur. Em uma missão de captura do terrorista Atrócitus, o construto prisão falhou. O vilão se aproveitou e o atacou violentamente provocando a queda de sua nave na Terra.

Gravemente ferido, Sur pediu ao seu anel que encontrasse um sucessor sem medo. Essa pessoa foi o piloto de teste Hal Jordan, que recebe o anel e uma rápida explicação de sua função antes da morte do herói.

A Tropa dos Lanternas Verdes descobrem a morte de Abin Sur e um grupo vem em busca do seu sucessor para levá-lo a OA, e receber o treinamento adequado.

O treinamento do primeiro humano membro da tropa foi conturbado, pois os demais membros olhavam com desconfiança e desaprovação. Mas o jeito de não levar desaforo para casa, e falar ao que vem a cabeça desafiando a autoridade dos Guardiões, fez Jordan ganhar a amizade de Sinestro, de Korugar, considerado o maior Lanterna Verde de todos.

Como todo Lanterna Verde precisava possuir um substituto, a primeira opção de Hal era Guy Gardner. 

Entretanto, após ser hospitalizado e ficar em coma, o cargo de substituto passou a ser de John Stewart (aquele do desenho animado).

Com o tempo os dois substitutos conseguiram seus próprios anéis e foram reconhecidos como heróis da Terra.

Hal Jordan, se tornaria uma lenda entre os Lanternas Verdes, conquistando o titulo de maior lanterna de todos ao vencer e derrotar Sinestro, que havia usado seu anel para tomar o poder em seu planeta natal e através do medo impor a ordem.

Tudo mudaria quando a cidade de Jordan, Coast City, foi destruído pelo Superciborgue e por Mongul. O herói encontrava-se no espaço em missão e o choque da devastação o fez enlouquecer.

Hal tentou ressuscitar toda a cidade com seu anel, mas foi bloqueado pelos Guardiões, pois a regra impede o uso do poder em beneficio próprio. Os mesmos o chamaram para retirar seu poder. Esse foi o estopim para o mergulho completo na loucura.

O herói partiu para OA para usurpar todo o poder dos Guardiões e assim trazer de volta sua cidade. Percebendo a ameaça, toda a Tropa que possuía alguma amizade com ele foi mobilizada, e um a um seus membros foram tombando, e seus anéis sendo retirados.

Chegando em OA mergulhou na bateria central absorvendo toda a energia e desativando os anéis dos 3600 membros da Tropa, levando-o parte a morte, e matando os Guardiões. Hal emergiria da bateria com poderes ilimitados e assumindo o nome de Parallax.


Em meio aos mortos, um último Guardião, Ganthet emergiu e com o resto de seu poder criou uma bateria e um anel e partiu para a Terra, por sua tradição heroica pretendia encontrar alguém digno, mas quase sem energia entrega-o a Kyler Rayner, que se transforma no último Lanterna Verde.

Como último Lanterna Verde, Rayner acaba fazendo parte da Liga da Justiça e tornando-se um combatente de Parallax e sua tentativas de alterar a realidade.

Quando o Sol da Terra foi atacada por uma criatura chamada Devorador de Sol, durante a saga Noite Final, Parallax sacrificou a própria vida para evitar o congelamento do planeta reacendendo nosso sol.

A alma de Hal Jordan tempos depois seria mesclada ao Espectro, a espada de Deus sobre a Terra, e sua busca por perdão mudaria a entidade de espada da vingança para espada da redenção.


O Retorno da gloria esmeralda:

Tudo mudaria quando o escrito Geoff Johns assumiria o argumento do titulo Lanterna Verde a partir da minissérie Lanterna Verde: Renascimento.

Descobrimos que na realidade Hal Jordan havia sido infectado pela impureza do amarelo, a entidade do medo chamada Parallax, que controlou sua mente, e havia retornado ainda mais forte.

O Espectro mostra a verdade a Hal e juntos lutam contra a dominação da entidade do medo, conseguindo se separar e devolvendo a vida ao herói.

Reunido a Guy, John e Kyler aprisionam novamente a criatura, e trazem de volta a Tropa dos Lanternas Verdes, não antes de acertar um belo soco na lata do Batman, que cá entre nós o morcegão merecia.

O Fim...claro que não.

Na próxima matéria a profecia da Guerras das Luzes e o surgimento das Tropas dos

Lanternas Amarelos
Lanternas Vermelhos
Lanternas Azuis
Lanternas Púrpuras (Safiras Estrelas)
Lanternas Índigos
Lanternas Laranjas


E o apocalipse na noite mais escura quando os Lanternas Pretas surgirem dos mortos.